Janeiro Seco: como esse movimento pode ajudar o trabalho do nutricionista?

Campanha sugere fazer um detox no primeiro mês do ano; descubra como o profissional da nutrição pode usar isso a seu favor 

Janeiro é tradicionalmente um mês de recomeços. Depois de semanas marcadas por excessos alimentares, consumo elevado de álcool e mudanças na rotina, muitas pessoas usam o início do ano para fazer uma pausa consciente e repensar hábitos. É nesse contexto que o janeiro seco ganha força, não apenas como um desafio pontual, mas como um convite coletivo à reflexão sobre saúde e estilo de vida.

Ao propor um mês inteiro sem consumo de álcool, o movimento se consolida como um momento de detox físico e mental, além de abrir espaço para escolhas mais conscientes. Atento a esse cenário, o blog do Nutri Rio preparou um guia completo sobre o tema, mostrando onde surgiu o movimento, quais fatores influenciam especialmente a Geração Z a beber menos e de que forma esse novo comportamento pode ajudar nutricionistas a apoiar melhor seus pacientes na construção de hábitos mais sustentáveis.

Fotografia em primeira pessoa mostrando uma mão oferecendo uma garrafa de cerveja de vidro castanho. Ao fundo, um homem sentado em um sofá branco faz um gesto de "pare" com a mão aberta, recusando a bebida. O homem está levemente fora de foco, dando ênfase ao gesto de negação.
Guia do Nutri Rio sobre Janeiro Seco e como nutricionistas podem apoiar hábitos saudáveis — Reprodução: redes sociais

Janeiro Seco: veja os tópicos que vamos abordar ao longo da matéria:

  • O que é o Janeiro Seco e onde começou o movimento
  • Por que o Janeiro Seco ganha força no mundo? 
  • A Geração Z e a mudança na relação com o álcool
  • Janeiro Seco como oportunidade para nutricionistas
  • Como o nutricionista pode usar o Janeiro Seco no atendimento
  • O papel do Nutri Rio

O que é o Janeiro Seco e onde começou o movimento

O janeiro seco teve início no Reino Unido, em 2012, como uma iniciativa de saúde pública voltada à conscientização sobre os impactos do álcool no organismo. A proposta era simples e acessível: passar todo o mês de janeiro sem consumir bebidas alcoólicas, utilizando esse período como uma pausa estratégica após as festas de fim de ano.

Com o tempo, o movimento ultrapassou fronteiras e passou a ser adotado em diversos países, sempre associado à ideia de detox, autocuidado e reflexão. O janeiro sem álcool deixou de ser visto apenas como um desafio individual e passou a representar um fenômeno coletivo, alinhado a uma mudança cultural mais ampla relacionada à saúde e ao bem-estar.

Quatro pessoas brindam com taças de vinho e copos de cristal sobre uma mesa com tábuas de queijos e frutas secas. Sobreposta à imagem, há uma grande marca de "X" branca e translúcida, simbolizando a proibição ou a recusa ao consumo de bebidas alcoólicas naquele contexto.
O movimento evoluiu de um desafio de detox para um fenômeno cultural coletivo focado em autocuidado e bem-estar — Reprodução: redes sociais

Por que o Janeiro Seco ganha força no mundo? 

O crescimento do janeiro seco está diretamente ligado a transformações no comportamento da população. Em diferentes partes do mundo, observa-se um interesse crescente por hábitos mais equilibrados, menor consumo de substâncias nocivas e maior atenção à saúde mental.

Nesse cenário, o álcool passa a ser questionado não apenas pelos seus efeitos físicos, mas também pela influência no humor, na produtividade, no sono e na relação com a alimentação. O mês de janeiro, por simbolizar recomeço, acaba se tornando o momento ideal para essa pausa consciente. 

A Geração Z e a mudança na relação com o álcool

Um dos aspectos mais relevantes do avanço do janeiro seco é a forma como ele dialoga com as gerações mais jovens. A Geração Z apresenta uma relação diferente com o consumo de álcool, marcada por maior acesso à informação, preocupação com saúde mental e valorização do bem-estar a longo prazo. No Brasil, isso não é diferente. 

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec, com dados de 2025, 64% dos brasileiros declararam não ter bebido álcool durante todo o ano. Em 2023, esse número era de 55%. É possível observar que a queda é ainda mais expressiva entre os jovens na faixa etária de 18 a 24 anos: a proporção dos que declaram não ter consumido álcool saltou de 46% para 64%. 

Close-up de um mural de cortiça com vários papéis adesivos coloridos. No centro, um post-it azul claro tem a escrita a palavra "Gen Z"
A Geração Z, inclusive no Brasil, prioriza a saúde mental e o bem-estar ao reduzir o consumo de álcool — Reprodução: redes sociais

Janeiro Seco como oportunidade para nutricionistas

O janeiro seco como oportunidade para nutricionistas se destaca pelo engajamento natural que o movimento gera no início do ano. Pacientes chegam mais abertos a mudanças, mais receptivos a orientações e interessados em compreender melhor seus próprios hábitos.

Esse momento favorece conversas sobre a relação entre álcool e alimentação, escolhas feitas em situações sociais e o impacto dessas decisões no longo prazo. Para o nutricionista, trata-se de uma chance de fortalecer o vínculo com o paciente e ampliar o cuidado para além do plano alimentar.

Como o nutricionista pode usar o Janeiro Seco no atendimento

Entender como o nutricionista pode usar o janeiro seco no atendimento exige ir além da ideia de um desafio com data para começar e terminar. A proposta mais eficaz é utilizar o mês como um ponto de partida para mudanças duradouras, ajudando o paciente a refletir sobre o papel do álcool em sua vida e sobre como construir um estilo de vida mais equilibrado.

Em vez de estimular apenas a abstinência temporária, o nutricionista pode trabalhar a consciência alimentar, a autonomia nas escolhas e a percepção dos próprios limites. O janeiro seco se transforma, assim, em uma ferramenta educativa que ajuda o paciente a evitar o ciclo de restrição seguido de retorno a comportamentos prejudiciais. Dessa forma, o movimento deixa de ser um evento isolado no calendário e passa a integrar um processo contínuo de cuidado. 

Uma profissional de saúde sorridente, com cabelos cacheados e jaleco branco, conversa com uma paciente em um consultório. A médica segura uma prancheta azul e uma caneta, enquanto a paciente, vista de perfil, a escuta atentamente. Sobre a mesa, há frutas e hortaliças, reforçando o contexto de nutrição ou medicina integrativa.
O janeiro seco atua como ferramenta educativa para nutricionistas promoverem escolhas conscientes e cuidado contínuo com a saúde — Reprodução: redes sociais

O papel do Nutri In Rio

Movimentos como o janeiro seco reforçam a importância de o nutricionista acompanhar as mudanças no comportamento da sociedade. Temas como redução do consumo de álcool, saúde mental e escolhas conscientes dos hábitos estão cada vez mais presentes na prática profissional. 

O Nutri In Rio se consolida como um espaço essencial para esse debate. Ao reunir profissionais e especialistas, o congresso promove a troca de experiências e o aprofundamento em temas que conectam ciência, prática profissional e comportamento humano. Inscreva-se hoje mesmo! 

Com informações de Ipsos-Ipec


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